Nossas Estrelas: Mauro Cervellini

Trabalhando como voluntário no Movimento Comunitário Estrela Nova há 15 anos, Mauro Penteado Cervellini, 47 anos, foi convidado pelo seu pai, Sylvio Cervellini, a ajudar nas finanças da Organização. Foi prestando auxílio aos poucos e logo se viu à frente de projetos e participando de reuniões da Diretoria.

Em todos esses anos no Estrela Nova, Mauro só carrega aprendizado na bagagem. O principal, para ele, são as experiências que absorveu junto à equipe e coordenação. “Aprendi que se queremos tornar o outro mais forte para encarar os desafios da vida e prosperar, devemos transmitir conhecimento, apoiá-lo e guiá-lo ao invés de apenas dar a coisa pronta. Dar a coisa pronta atrofia a musculatura.”, enfatiza. Ele ainda diz que o reconhecimento é um alimento motivacional maravilhoso para a alma, que reforça o ser humano positivamente e traz felicidade.

Engenheiro civil e bancário, Mauro utiliza seus conhecimentos em Engenharia, Administração e Finanças no apoio à coordenação e diversos outros setores. Além de participar da diretoria e já ter sido eleito para o Conselho Fiscal para o novo biênio de 2018 e 2019.

Dentre várias atividades criou, junto com outros colegas de equipe, o primeiro boletim informativo do Estrela Nova e o projeto de contribuintes regulares. Contribuiu na implantação do sistema financeiro que é utilizado pelo Estrela Nova e auxiliou na construção da primeira quadra de areia, inaugurada em 2003 e das salas do Centro para Crianças e Adolescentes. “Apoiei vários projetos de captação e auxilio sempre que posso nos eventos anuais. Fomentei e apoiei o projeto de Gastronomia Chef Aprendiz. Tenho participado da direção nos últimos anos e atuei como presidente de 2015 a 2018”, completou o conselheiro.

Com tantos projetos, Mauro considera que o momento mais marcante em todos esses anos foi, justamente, quando precisaram encerrar o Centro para Juventude, em 2017. “Olhando para todas as alternativas, concluímos que tínhamos de dar um passo para trás para continuar andando para a frente, garantindo a sustentabilidade da organização e dos demais projetos.”, explica.

Mesmo com esse percalço, o voluntário acredita na ampliação, de forma gradual e contínua, do Estrela Nova. Fazendo a diferença nas famílias do entorno. Pois, para ele, a organização é um exemplo de que é possível fazer. Acreditando, arregaçando as mangas e pondo a mão na massa. “O apoio de milhares de pessoas que recebemos nestes muitos anos reforça a esperança no ser humano.”, completa.

Mauro pretende continuar ajudando nas questões financeiras do Estrela Nova.  É a organização que lhe oferece a oportunidade de sentir-se útil para a sociedade, fazendo algo que ele acredita ser sua parte na construção de um país mais justo e democrático.

O Estrela Nova agradece ao Mauro por todos esses anos de dedicação, seguindo os passos de seu pai, contribuindo com o desenvolvimento da organização. E deseja sucesso em seus futuros projetos.

Nossas Estrelas: Josefa Rodrigues

Da atual equipe de colaboradores do Centro de Educação Infantil do Movimento Comunitário Estrela Nova, Josefa Duarte Rodrigues, de 54 anos, é a maior veterana. Em fevereiro de 2018, ela completou 17 anos como auxiliar de desenvolvimento infantil da creche.

Vinda de João Pessoa (PB) há 31 anos, Jô, como é conhecida, chegou a São Paulo para morar com seus irmãos no bairro do Jabaquara. Com 23 anos de idade, começou a procurar trabalhos pela cidade, acumulando experiências como balconista, atendente e babá, até se firmar como auxiliar de classe em uma escola particular no bairro de Moema.

Quando Josefa foi desligada da escola, em meados dos anos 1990, ela mudou-se com um de seus irmãos para o Jardim Helga, no Campo Limpo e logo conheceu o CEI Estrela Nova. Ainda trabalhou em outra creche, até que, em 2001, Jô participou de um processo seletivo na entidade e foi chamada para atuar como auxiliar de berçário.

O primeiro ano da colaboradora não foi dos melhores, lembra: “De início, eu achei que não iria me adaptar, porque tudo era diferente, como trabalhar aos finais de semana, ter muita demanda e cobranças. Mas, eu segurei essa vaga porque precisa trabalhar. Depois de um ano, a direção da creche mudou e as coisas evoluíram para melhor, se tornou um novo ambiente”.

Nesse período, a primeira filha de Josefa, Natália (22), foi matriculada na creche e permaneceu perto da mãe por um ano e meio. Depois, foi a vez de sua filha mais nova, Bárbara (18), que ficou por um ano. Além da creche, as meninas também frequentaram o Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) do Estrela Nova, cerca de quatro a cinco anos.

Depois de cinco anos trabalhando com os bebês no berçário, Jô resolveu trocar de sala para ter novas experiências. Assim, passou por todas as faixas etárias de crianças – de 0 a 4 anos – e trabalhou com quase todas as professoras de sua época. “Gosto mais de trabalhar com as turmas de dois e três anos, porque cada dia é uma novidade, uma surpresa. O que você acha que eles não são capazes de fazer, eles fazem”, afirmou Jô.

Ao longo de 17 anos, Josefa aprendeu muito. Pedagogia Waldorf, costura, trabalhos manuais… Tudo o que o Estrela Nova proporcionou relacionado a cursos, palestras e livros. “Eu faço questão de levar para casa o que eu produzo, porque eu brinco com a minha filha que um dia serão dos meus netos”.

Sobre ser a referência mais antiga entre as professoras, Jô se sente muito bem. Segundo ela, o melhor de tudo é ser reconhecida pelas famílias. “Várias meninas que eu já cuidei hoje vêm para deixar seus filhos. Elas me abraçam e dizem que têm uma lembrança muito boa de mim”, comentou orgulhosa.

Ficar todos esses anos no mesmo lugar não tem apenas um motivo. Para Josefa, a instituição se tornou uma boa referência. Ver a comunidade sempre falando bem do espaço e dos colaboradores é animador. Além disso, há o grande amor que ela sente pelas crianças, que dinheiro nenhum supera. “Tudo o que eu faço é com muito carinho, dando o melhor de mim para eles e por eles. Por isso, deixo aqui o meu companheirismo e a minha dedicação”, completou a colaboradora.

O Estrela Nova agradece a Josefa por todos esses anos dedicados às crianças, por sua perseverança e pelo profissionalismo que sempre demonstrou, deixando tantas famílias marcadas pelo seu carinho e pela sua atenção.

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